Autonomia para os alunos

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Em grego, autonomia significa ditar ordens para si mesmo. O estudante autônomo é aquele que se faz autor da sua própria vida acadêmica e para quem a instituição de ensino e os professores são mediadores. Trata-se de uma aptidão adquirida para dirigir a própria vida de maneira livre e responsável segundo princípios que levem em conta o bem comum. estudante autônomo  é capaz de refletir criticamente e fazer suas próprias escolhas com liberdade pelas quais se torna responsável. Quem é autônomo faz para si mesmo aquilo que deseja para os outros e vice versa.

A pergunta é: O que fazer para se tornar uma pessoa autônoma ou incentivar o aprendizado dos alunos transformando-os em estudantes autônomos?

Formando pensadores

Para garantir a autonomia de uma classe primeiramente é necessário despertar determinados interesses e indagações específicas fazendo-os refletir sobre algumas questões como:

  • Costumam organizar os próprios estudos de modo autônomo ou dependem totalmente do professor?
  • Sabem administrar bem o tempo para a dedicação e fixação das matérias necessárias?
  • Escolhem as metodologias de aprendizagem mais eficientes e interessantes para os mesmos?
  • Selecionam as fontes de informação?
  • Buscam conhecimentos que vão além daquilo que é solicitado em sala de aula, além de permanecer constantemente atentos às novidades e inovações nos objetos de estudo?

Para transformar uma classe em autônoma é indispensável incentivá-los ao autoconhecimento das suas habilidades e limitações e o que é necessário para aprimorar as aptidões em determinada área que estejam dispostos a atuar. Um conhecimento técnico na própria especialidade deve estar presente, apesar de mantê-los interessados pelos assuntos de cultura em geral:

  • Arte;
  • Filosofia;
  • Literatura;
  • Religião;
  • Política;

Eles devem estar à vontade em assumir posições próprias, transpondo seus conhecimentos em estratégias para diferentes contextos e estando inseridos com a saudável política estudantil. A autoavaliação e a aquisição de experiência por meio dos próprios erros é fundamental na formação da autonomia dos alunos em um processo de auto-regulação que conduz a reflexão e a novos aprendizados. A autonomia não se trata de uma auto-suficiência que anula a autoridade, pois o outro é o horizonte daquele que é plenamente livre.

Saiba mais sobre: Avaliações externas, quais são e para o que servem?

Estimulando a autonomia

Infelizmente as formas de treinamento existentes estimulam a dependência dos alunos que seguem cegamente as ordens de um professor, sem adquirir consciência de si mesmo e dos seus próprios limites e de seu corpo. Por isso é dever do professor estimular a autonomia para que os estudantes possam percorrer este caminho de autoconhecimento por si mesmos, acrescentando ao método de educação um aspecto terapêutico.

Aprender a escutar e entender o próprio corpo com propósito de adquirir conhecimento é um excelente recurso para que eles possam treinar a si mesmos. Mas antes é preciso despertar neles a ciência da sua própria existência. Um conceito bastante importante é a priorização. Experimente pergunta-los em sala quantas vezes o nome de cada um aparece na própria agenda? Se a resposta for nenhuma, eles praticamente não existem! E o primeiro passo será então EXISTIR! Criar uma agenda pessoal de cuidados especiais é o maior investimento que se pode fazer e nada valerá tanto. A valorização na produtividade, humor, bem estar e disposição chega em certos casos a cerca de 300% ao ano.

Equilíbrio pessoal

Deve-se passar aos alunos que tudo na vida depende do nosso equilíbrio pessoal: Trabalho, prosperidade e família. Como em um avião, primeiro coloque a máscara de oxigênio em você para somente então ajudar ao outro. A sociedade enxerga a educação como uma linha reta, porém a educação do século XXI mudou, e ainda precisa mudar muito mais, precisamos encará-la como uma linha circular. Na educação do século XXI a empatia, coragem e vulnerabilidade devem despertar a autonomia e a liberdade.

A grande questão é como fazer isso?

  • Trabalhar em grupo;
  • Saber lidar com conflitos;
  • Ter pensamento crítico.

São alguns dos valores que a escola e Universidade precisam estar atentos, além de ensinar as matérias cognitivas é necessário trabalhar com as demais skills, as quais os professores são os principais responsáveis por tais mudanças para que assim os alunos possam migrar da categoria de alunos para estudantes. Alunos são passivos em sentar e receber informações, enquanto estudantes são de fato ativos baseando-se em atitude, prazer e apetite pelo risco de pensar grande e agir diferente.

By |2019-08-22T17:10:05-03:00agosto 22nd, 2019|Alunos, Escola, Professor|0 Comments